quinta-feira, 16 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
E pra esquentar os tambores...
Depois de uma farrinha básica porque eu não sou obrigada. Acordei relativamente cedo, e minha cozinha fez um “psiu, olha pra mim!” e eram aqueles olhinhos de abandono, lacrimejante como quem dizia “Porque me deixaste tanto tempo sozinha?”.
Não somente abandonada por esta comadre que vos fala, foi também o Príncipe. Este que veio até com o nome de Frajola, mas definitivamente acho que não é um nome muito digno... Mas que bom que ele atende pelos dois nomes, para desgosto meu e doçura na vida de meu pai quando vem nos visitar.
Retomando ao lar, saindo da cena acadêmica com a chegada das férias, venho com boas novas. A primeira é que eu já sei o que “El Maridón” vai me dar de presente no dia dos namorados. (Ô Sarinha, ajuda aí, deixa ele te fazer a surpresa!) Calma aí, eu vou explicar!!! Tem tempos que me queixo de que minhas cozinhas aqui e lá estão mesmo largadas, como se eu guerreasse para mantê-las afastadas de mim. Nooon, nooon mon ami! Adoro cozinhar, isso me distrai e tem uma onda terapêutica nesse fazer. E queria registrar muitas coisas aqui, e ficar só nas palavras não me convence! Me diz aí, um ser que leia sobre a vida e sua comida sem nem querer dá uma olhadela naquele prato bonito... Sou visual, olhar me desperta paixões, paixões estas que me levam ao olfato e por fim ao paladar. Por isso semana passada, dei o ultimato ao marido e fui toda gatinha manhosa “ Amor... dá uma máquina fotográfica de presente pra mim vaaai? A gente pode até antecipar por causa do show do Eric Clapton, o que você acha?” (Aprendam moçoilas, é assim que se consegue as coisas, no sapatinho, no carinho e muito dengo tá?)
Daí que ganhei a dita cuja, mas ele me fez prometer que só ia me dar o presente no dia dos namorados. Eis, a comadre que vos escreve, no exercício de paciência e ansiedade. Mas, afinal o que é esperar uma semaninha pra quem ficou uns 9 meses “parindo” uma câmera digital¿ E nessa espera a empolgação é tão grande que hoje indo ao supermercado comprar o que faltava pra o almoço e que faltou nas prateleiras (Vida interiorana é assim mesmo, por mais desenvolvida seja esta cidade do interior... mas como quem vai para o interior buscar o interior.. relaxada fiquei). Passeando com minha cestinha, dei de cara com umas Tabasco.. Ô, fale aí, eu me descobrindo baiana e me vem um, dois, três e quatro vidrinhos bonitinhos piscando... Bateu certo com a minha mente pensante (Graças a Deus!) e taquei os bichim dentro da cesta e lá fui eu feliz da vida elaborando delícias picantes pra poder usá-los.
Dessas as que não tenho são as que ocupam as extremidades. Ah... dia dos namorado... chegando para apimentar a vida...
E a segunda, já explícita, portanto, serei breve: ERIC CLAPTON tô doida, doidinha pra te ver viu? Te ligo quando chegar no Rio!
E a segunda, já explícita, portanto, serei breve: ERIC CLAPTON tô doida, doidinha pra te ver viu? Te ligo quando chegar no Rio!
*Fotos: Arquivo Pessoal e Busca em Google Imagens
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Sem fome
"E quando o coração que está cansado de sofrer... [...] é tempo de pensar..."*
E quando se pensa muito me falta a fome. Mas eu volto pra minha cozinha... Ah! Se volto!
*Caminhos Cruzados - Tom Jobim / Newton Mendonça
quarta-feira, 23 de março de 2011
Um pensamento para uma semana trash
Oscar Wilde
Pois é, eu me odeio. Odeio porque essa semana quebrei meu dente comendo granola, isso GRANOLA! E to vivendo de sucos, sorvetes (nesse calor, pode!) e todos os líquidos posssíveis. Porque eu não quero e não sou obrigada a mastigar de um lado só. (ô Deus!) Porque tem trabalhos e trabalhos da universidade para entregar, provas, tem a ansiedade por um resultado de processo seletivo pra pesquisa. Porque tem exames de rotina para fazer e eu to aqui D-E-S-C-A-B-E-L-A-D-A, sem saber por onde começar e com bunda pregada na cama e cabeça decidindo se estoura ou não de vez!
Sem tempo e saco para fazer comida honesta, quando eu tenho saco, vou de salgado de frango com suco. E a saga da mastigação de um lado só vai lentamente. Com os hormônios a flor da pele, só penso no doce, que o dentista não deixa, enquanto o quebradinho não me é arrancado.
Mas hoje que não sou obrigada (mais uma vez...), fui de meia-boca no macarrão de pressão, feito pelo irmão e estava muito bão! (Rima, oi?) Não tirei foto, não sei onde raios foi parar a câmera, e meu humor não está paciente lá essas coisas... deixa eu comer aqui quietinha hoje vai...
Só que ainda assim sou boazinha e procurei a dita receita que mano usou para o almoço. (Sim, aqui em casa homens cozinha, menos o marido uén!). Estava solta, nos cadernos da faculdade dele:
Macarrão na Panela de Pressão
Ingredientes:
500g. de carne moída;
250g. de pacote de macarrão fusilli (pode ser penne, farfalle, conchilline, ou qualquer macarrão curto)
1 lata de molho de tomate;
1 lata de creme de leite;
2 1/2 latas de água;
1/2 cebola picada ou ralada;
2 colheres (sopa) de óleo;
2 tabletes de caldo de carne;
1 dente de alho amassado;
Pimenta-do-reino à gosto
1 lata de creme de leite;
2 1/2 latas de água;
1/2 cebola picada ou ralada;
2 colheres (sopa) de óleo;
2 tabletes de caldo de carne;
1 dente de alho amassado;
Pimenta-do-reino à gosto
(sal, acho que não precisa, mas no final bicha, tu prova e acerta ai teu gosto! Participa!)
Modo de Fazer:
Refogar a carne moída, já na panela de pressão, com o óleo, a cebola, 2 tabletes de caldo de carne e o alho. Depois de refogada, acrescenta-se o molho de tomate, o creme de leite, a água e o macarrão.
Feche a panela de pressão e quando começar a dar pressão conte de 3 à 4 minutos. E deixa a pressão sair sozinha, pra cozinhar mais um cadim. Saiu da pressão, agora senta, sirva-se e regue com um azeite honesto e um bom queijo parmesão ralado.
Nota: a variação do maninho, foi que ele colocou aquelas linguiçinhas fininhas em rodelas. Ficou Maaara!
Aaah! Maninho, salvaste o meu dia, mesmo que comendo de um lado só. Te amo!
(a foto!? Já disse fica pra outra vez!)
Beijos.
S.
terça-feira, 8 de março de 2011
Recomeçar

Imagem: Allegroblog
Na verdade, nesta cozinha nunca começei de fatos "os trabalhos". Foram nuances de uma vontade ainda que latente, porém atropelada por uma série de acontecimentos.
Aqui, tinha (e tenho) planos de iniciar uma jornada de sabores, encontros, afetos e reflexões acerca de sabores e vivência nesse mundinho que ainda tem beleza. Há pouco mais de quatro meses, sofri feridas na alma, que no ínicio achei que não fosse suportar tamanho rasgo e encontrei na cozinha uma forma terapêutica de me reerguer. Fez parte de mim, elaborar pratos inerentes a memória gustativa de minha famíllia, de minha mãe principalmente. Inebriada de lembranças, e como é duro viver apenas de lembranças (mesmo as boas, afinal queremos gestos, retornos e sorrisos). Procurando em cada esquina um olhar ainda que me digam que terei dentro de mim, mas não o terei em sua materialidade.
E é dessa forma, me entregando aos braços de uma cozinha, abandonada aqui e no plano real, afinal estou de mudança e por neste espaço da blogosfera não será diferente. Ora encho, ora esvazio... E ainda tenho muita caixa para carregar. Mas, hoje me sinto mais forte, mesmo que eu olhe pros Céus e diga "não se esqueça de mim, não se esqueça de mim", sei que não sou esquecida e que as compensações um dia chegarão.
E se é pra recomeçar, vou recomeçar com a família que ainda me tem e é com ela que vou seguir e com a companhia de amigos que é são um barato de serem conquistados. E hoje tem para começar os trabalhos, com muito sorriso, uma rodada de guacamole bem "quente" que é pra dar uma aquecida na alma e o conforto de uma vaca atolada. Que a vida é boa, e temos que nos atolar mesmo no que é de bem!
Beijos,
S.
Aqui, tinha (e tenho) planos de iniciar uma jornada de sabores, encontros, afetos e reflexões acerca de sabores e vivência nesse mundinho que ainda tem beleza. Há pouco mais de quatro meses, sofri feridas na alma, que no ínicio achei que não fosse suportar tamanho rasgo e encontrei na cozinha uma forma terapêutica de me reerguer. Fez parte de mim, elaborar pratos inerentes a memória gustativa de minha famíllia, de minha mãe principalmente. Inebriada de lembranças, e como é duro viver apenas de lembranças (mesmo as boas, afinal queremos gestos, retornos e sorrisos). Procurando em cada esquina um olhar ainda que me digam que terei dentro de mim, mas não o terei em sua materialidade.
E é dessa forma, me entregando aos braços de uma cozinha, abandonada aqui e no plano real, afinal estou de mudança e por neste espaço da blogosfera não será diferente. Ora encho, ora esvazio... E ainda tenho muita caixa para carregar. Mas, hoje me sinto mais forte, mesmo que eu olhe pros Céus e diga "não se esqueça de mim, não se esqueça de mim", sei que não sou esquecida e que as compensações um dia chegarão.
E se é pra recomeçar, vou recomeçar com a família que ainda me tem e é com ela que vou seguir e com a companhia de amigos que é são um barato de serem conquistados. E hoje tem para começar os trabalhos, com muito sorriso, uma rodada de guacamole bem "quente" que é pra dar uma aquecida na alma e o conforto de uma vaca atolada. Que a vida é boa, e temos que nos atolar mesmo no que é de bem!
Beijos,
S.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Voltando...
Depois de um hiato, proposital ou não.. estou de volta.
Amanhã, trarei uma receitinha rápida e não menos gostosa. ;)
Boa semana, bom feriado para todos!
Amanhã, trarei uma receitinha rápida e não menos gostosa. ;)
Boa semana, bom feriado para todos!
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